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sábado, 22 de março de 2014

Sabedoria interior

                                   

“Aos quinze anos orientei o meu coração para aprender. Aos trinta, plantei meus pés no chão. Aos quarenta, não mais sofria de perplexidades. Aos cinqüenta, sabia quais eram os preceitos do céu, Aos sessenta, eu os ouvia com ouvido dócil.Aos setenta, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, pois o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da justiça.”
                                            
                                                                                      Confúcio ( Os Analectos, II, 4)
                          
 SABEDORIA INTERIOR

                            O   aprendizado da sabedoria focaliza a mente que já se descristalizou da negatividade, para adentrar-se no caminho da busca pessoal. A maturidade da personalidade não se constrói em dias, meses. Anos e anos. Idades e mais idades, todas elas caracterizadas por diferentes descobertas e formas diferenciadas do saber.
                           O primeiro passo a tomar é o da convicção interna, aprimorando as lições do coração. Intuir o próprio saber e submetê-lo ao nível da razão, sem contudo abandonar a experiência profunda de cada um. Ninguém ama o desconhecido. Razão e sensibilidade amorosa, caminham juntos numa parceria de abnegada conveniência- que significa- a extensão do que sei, revela com igual intensidade a dimensão do que sou.                          
                          Viver é uma arte, quem sabe, a mais importante e difícil de ser conquistada.
                           O trabalho pessoal e intransferível, através das idades cronologicamente sabidas, bem como as idas e vindas na roda das reencarnações, é o de desidentificar-se com o mundo.
                           Lembremos do gigante do Evangelho Paulo de Tarso, em sua Epístola aos Romanos (12:2) “ e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.”
                           Eis o grande propósito desafiador: enquanto estou no mundo, não sou do mundo. Importa tratar de vencer-se a si mesmo, através do uso de tudo aquilo que nos pertence por Lei Divina, sem abusos e sem apegos.
                           Torna-se necessário uma constante vigilância de pensamentos e atos, entregando-se à vontade de Deus.
 Assim, o que eu quero, Deus garante.        
                             Um dos exercícios para viver e conviver com sabedoria é mover-se do sentimento de piedade, docilidade e justiça. Torna-se, necessário, ainda, sacrificar falsas necessidades, frivolidades, sem lamentações, evitando os melindres.  Não precisamos de isolamentos pois é através do atrito nas relações interpessoais que se efetiva o progresso humano. Quem não se envolve não se desenvolve.
                           Imprescindível ainda, o distanciamento, que acontece quando deslocamos o foco das nossas apreensões, ouvindo “as vozes dos Céus”, estabelecendo a necessária imunidade aos ventos contrários e as energias de baixo teor vibratório. Desta forma,  romper  as amarras do desespero e confiando sempre, manter uma atitude de serenidade   e naturalidade diante dos fatos.
                           Somente o amor, aliado ao conhecimento, concretiza a sabedoria real: saber, saber ser e saber fazer. Esta pequena metáfora pode constituir uma grande alavanca de emancipação espiritual.
                           Sabemos não ser fácil, tamanho empreendimento espiritual, pois, vivendo numa era tecnológica, habitualmente consumista, numa sociedade invadida pela crise de valores, defrontamos com muitos obstáculos, motivo suficiente para estudos e pesquisas que viabilizem mais qualidade de vida entre os homens.
                           Podemos afirmar que o maior dentre todos os obstáculos, ainda é o conflito existencial que trata da dualidade
Espírito x Matéria, tornando-se imprescindível conceder, aos mesmos, espaços adequados, porém, diferenciados, na dinâmica energética que os caracteriza.
                           O mundo que nos cerca e de igual modo nos recebe em sua morada temporária, foi sabiamente criado para nos servir.
Se soubermos superar as nossas necessidades inconclusas, podemos, é claro, passar por aqui, contabilizando esforços pessoais nos tornando os vencedores do mundo. Urge, portanto, abrir o coração e a mente, nesta busca infinda, de auto realização e paz. De bem com a vida e vivendo n o mundo   sem atavismos e preconceitos doentios.
                           Inclinar o “coração para  aprender ” é  aprender ao nível de profundidade, no âmago de nós mesmos, a nossa verdade maior:
EU SOU.
EU SEI.
                            EU SEI FAZER POR AMOR.

A título de ilustração:

         Era uma vez, um homem “desalinhado” e infeliz, que vivia constantemente um quebra-cabeça.
         Hora, somente pensava: era o Sabe Tudo do lugar. Em momentos difíceis, o coitado perdia a razão e tornava-se um corpo ambulante. Fazia por fazer. Em outros instantes, sua emoção falava mais forte e o Sabe Tudo, coitado, perdia-se no desconcerto das emoções inúteis.
         Até que, um dia, chorando às pampas, deu de cara com o esquecido amigo que há muito tempo não via: o Sr. BOM SENSO.
         -Oh! Que bom encontrá-lo, meu amigo. E desabafou, ando desconectado. Não consigo enxergar o “plug” que por certo me transmitiria mais luminosidade.
-Que fazer?
         Se atiro com a razão, não consigo acertar na mosca. Se ajo impensadamente tudo vai por água abaixo. Se reajo, utilizando a minha emotividade, dizem: -este é um trem descarrilhado  e  saem todos de perto.
O Sr. BOM SENSO, após ouvi-lo atenciosamente, sugeriu-lhe:  
-Por que você não puxa os seus próprios cordões?
Quem sabe, você pode seguir de vento em popa.”
Dito e feito. “Desalinhado” passou a controlar e guiar o barco das suas realizações e desde então, entrou no mar da vida de cabeça. Porém, lembrou-se de levar consigo, a bóia da segurança pessoal, o motor do próprio esforço e a bússola norteadora de um coração alegre e agradecido. Considerava-se um homem completo, inteiro.
Dizem, por aí, à bocas pequenas, que este ser é vivente, porém raramente encontrado nas águas do rio da vida.


                        Olvanir Marques de Oliveira

Creditos:
Enviado em 27/09/2010
Lyrics: http://easylyrics.org/?artist=Loreena McKennitt

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Música
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sábado, 9 de março de 2013

COMUNICANDO-SE MELHOR




                                COMUNICANDO-SE    MELHOR


          Diz-se, que se comunicam, aqueles que tem algo em   comum.
          É importante reportar-se ao outro com a mesma intensidade desejada. Neste caso, o “rapport” constitui uma ferramenta necessária à plena compreensão d’aquilo que desejamos alcançar através do nosso interlocutor.
           Comece descontraindo a outra parte. Conte uma pequena história. Fale um pouco da sua experiência. Chegue mais perto. Deixe que o parceiro possa manifestar as suas idéias. Permita. Ouça. Afinal, o diálogo é um meio de comunicação a dois , portanto, nada de solilóquios.
          É de praxe escolhermos o que as pessoas gostam ou deveriam gostar. Mas, por que você está tão certo? Não custa nada perguntar. Investigue a vontade e o desejo do parceiro. Informe-se, antes de qualquer iniciativa, pois a informação correta é mais um instrumento  de poder.
          Nada d’aqueles disparates: _ “Eu sabia que você não iria gostar.” Não se esqueça que os desagrados, tão naturais, fazem parte do nosso convívio social. Saiba encará-los com diplomacia.
 O devido respeito às opiniões alheias colabora para a obtenção de um clima de harmonia e simpatia pessoal.
          A difícil arte da comunicação implica fatores e condições que podem ser viabilizadas no nosso cotidiano, vejamos:
          O canal de comunicação deve se encontrar  desobstruído de pré-conceitos, má fé e ou resistências pessoais. Esteja aberto.
          Outro aspecto  deve ser considerado; o saber ouvir. Dê um tempo para o seu interlocutor terminar de expressar-se, não o interrompa nem planeje respostas antes mesmo de ouvir  as perguntas, limite-se a responder aquelas questões mais gerais. A sua intimidade  deve ser  preservada, portanto, evite pessoas invasivas, inconvenientes.
          O caminho confissional  é ainda a senda mais indicada para o sucesso das nossas relações interpessoais. Fale com o outro e não fale do outro. Diga o que pensa e deseja, porém, o faça em doses  homeopáticas, em ambiente  propício e acolhedor.
Nem sempre agradamos, já o dissemos , pois se assim o tentarmos corremos o risco de nos tornamos bajuladores incontestes.
         Conta-nos uma pequena metáfora oriental que um determinado  monge, em sua carreira iniciática, preparava-se para a sua rotina messiânica quando ao longo do caminho parou para descansar. Como não houvesse travesseiros, reclinou a cabeça em pequenos tijolos. Algumas mulheres, aguadeiras, que por ali  passavam  vendo-lhe a tranqüila posição, censurou-lhe, dizendo:
        -Tão jovem e não consegue dormir sem travesseiros.
        - Olhem! Dorme sobre tijolos. Que absurdo!
          O monge incomodado com a insatisfação das mesmas, resolveu abandonar os tijolos e continuou o seu repouso. Porém ao retornar, as senhoras do caminho retrucaram, desta vez, escandalizadas:
         -Vejam como é orgulhoso! Só porque falamos, ele retirou os tijolos que lhe serviam de travesseiro.
          Desperto e desapontado o jovem monge concluiu: De agora em diante farei somente a vontade de Deus.
           Parece óbvio, porém costumeiramente, falhamos em nossa comunicação quando permitimos que tracem regras de conduta e normas sociais ainda não estabelecidas em nosso código pessoal.
          Já dizia, o velho Chacrinha:
         “Quem não se comunica se trumbica.”
          A escolha ainda é nossa. 

Olvanir Marques de Oliveira

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NO TRÂNSITO DA VIDA


NO TRÂNSITO DA VIDA

               Nestes dias de luta, em que a Terra  se encontra  assoberbada por emanações doentias das mentes em desalinho, torna-se imperioso o concurso fraterno daqueles que já conquistaram maior lucidez mental , em regime de solidariedade, atenuando dores no nosso dia a dia. Tarefas elucidativas, antes mesmo, computando esforços no sentido do testemunho pessoal.
               O conúbio de forças anestesiantes em franco descontrole das emoções, vergastam o ser sob o influxo das paixões avassaladoras, a detrimento da paz.
               Ora, irmanados pelos laços sagrados da união amorosa ,não meçamos esforços no devido esclarecimento, mediante o concurso da palavra que estimula, da troca energética que revigora e do recurso seguro através da prece que  asserena  a mais tempestuosa das animosidades.
               Jamais intentemos abdicar da fé diante do mundo, porta de entrada,  aberta ao aprendizado do amor, escola abençoada donde  buscamos a vitória da paz sobre nós mesmos.
                Neste exato momento, torna-se necessário assumir com coragem, o peso das mudanças decorrentes dos anseios da sociedade moderna. Entretanto, é de bom tom,  selecionar as necessidades reais e os desejos que  afetem mais de perto a economia planetária. Se preciso for, renunciar quando necessário, o conforto  que comumente    envolve as nossas consciências embalsamadas por ilusões passageiras.
               Eis o grande desafio do cotidiano: viver o possível sem arrebatamentos capazes de nos engarrafar no trânsito da vida.
                     Portanto, dirijamos com cuidado!
                   Acessemos a ternura  dos sentimentos, cultivando e expandindo vibrações de alegria, plantando  a semente do amor.
Amanhã será um outro  dia,sem jamais esquecer que a felicidade não é o destino a alcançar, mas a maneira de viajar.



            Olvanir Marques de Oliveira

domingo, 23 de setembro de 2012

EU TE CONHEÇO?



                                                EU TE CONHEÇO?


                    O Sentimento de aversão é considerado, numa visão mais atual e espiritualista, como um dos equívocos da mente .
                    Atitudes como desprezo, menos valia e demais hostilidades para com o próximo, nos afastam e nos distanciam da Divindade. Não aceitando o outro, excluindo-o  de  nossas vidas, constitui  uma reação de defesa, pois  quase sempre enxergamos nele aquilo que negamos em nós.Tais mecanismos de fuga , tornam-se uma constante em nossas personalidades  quando projetamos em alguém, assim, vendo melhor.
                    O outro passa a ser nosso espelho.Esse sentimento que nos aflige sorrateiramente é quase sempre acionado de forma inconsciente. Realmente, não nos conhecemos. Eu não te conheço. Tu não me conheces. No entanto há necessidade de maior proximidade e uma possível relação dialógica, abstendo-se de pré-julgamentos.
                  Amar e acolher o desconhecido significa atrair para si mesmo um “carma” positivo de solidariedade e compreensão mútuas.
                  O outro em mim mesmo é a voz da consciência  chamando-me à razão para a devida sensibilidade e capacidade de ouvir e entender com empatia. Este ser com o qual eu ainda não aprendi a me relacionar não é responsável pelos meus insucessos. Toda criatura  pode  ser um elo  de ouro em nossas vidas, assim, com elas, aprendemos e sem elas não vivemos a vida verdadeira.
                Uma tática bastante antiga e que pode nos auxiliar no trato com o desconhecido é optar pelo “caminho confissional.”
                Esta metodologia por certo, nos orientará  no sentido de buscar e ouvir, a sós. O que implica uma comunicação mais direta e sem intermediários. Pergunte, fale dos seus sentimentos  e ouça com bastante atenção o que o outro tem para lhe dizer.
                È comum julgarmos e nos afastarmos d’aqueles que nos incomodam e ferem  o nosso  autoritarismo  contumaz, não pensando e nem fazendo aquilo que  nós queríamos que eles fizessem.
                Experimentemos a idéia de trazê-los para o nosso mundo íntimo e observemos, como eu e  nós, desejamos a felicidade.
                É bem possível que não nos encontremos  na senda que nos leva ao mesmo fim.
                Como ninguém é o centro do Universo e igualmente somos diferentes , são estas diferenças que nos unem e nos tornam necessários e úteis.Tentemos vivenciar a igualdade na diversidade.                                        
                 Quem é você?
                 Afinal eu não te conheço e tu não me conheces.
                 Que tal, atravessarmos  a rua?
                 Prazer em conhecer-te.
                 Este é apenas o começo.



Olvanir Marques de Oliveira

sábado, 7 de julho de 2012

SERENIDADE : O TETO DA ALMA

SERENIDADE : O TETO DA ALMA



A serenidade constitui o expoente máximo da personalidade bem formada.
Centrado em si mesmo, o indivíduo  busca força interior e estabelece no continuum  das suas relações, a metamorfose do saber, emocionalmente inteligível.
Cria-se em torno das mentes controladas e voltadas para a manutenção da paz, uma aura de tranqüilidade que permeia ambientes, seres vivos animados e inanimados.
Energia saneadora do Planeta, a serenidade  representa  um lago tranqüilo, sem ondas, sem espumas, donde podemos visualizar a fonte imorredoura do otimismo, positivando as nossas melhores intenções.
Quando envidamos esforços na busca de nossos  ideais, somos freqüentemente tentados a acelerar o passo, produzindo na corrente sanguínea o choque fleugmático, impulsionado pela descarga de adrenalina que corrói o nosso sistema nervoso gerando por conseqüência, males psicossomáticos e distúrbios  neuro- vegetativos variados.
Podemos aquilatar valores ainda ignorados, quando automatizamos ,de forma salutar, os hábitos e atitudes de higiene mental e corporal.
Um dos recursos disponíveis ao nosso entendimento  é viabilizar  a serenidade  através  de  exercícios constantes. 
Sem pretender esgotar o assunto, podemos cogitar algumas estratégias que facilitem a aquisição da tranqüilidade interior:
      
     Ao levantar-se, acorde para o dia e repita lentamente, em voz
     alta, hoje é um dia propício e favorável  aos meus empreendi-mentos.Nada,
     nem ninguém pode me prejudicar. 
     Deus é em mim. Agradeço à fonte divina do Poder que me ense-
     ja mais esta oportunidade de tornar-me um pacificador;
    
     Inicie suas atividades diárias com a palavra , agradecimento;
     
     Reverencie a tudo e a todos;
     
     Não conte mágoas e não rememore desacertos;
     
     Estabeleça alguns momentos do dia( 3’ a 5’) para respirar
     conscientemente. De preferência, escolha um exercício
     respiratório sedativo e calmante que poderá ser adaptado
     às suas necessidades; 
     
     Elabore a sua agenda pessoal, distribuindo e aproveitando
     melhor e mais produtivamente o seu tempo. Comece 
     pelas prioridades. Realize aquilo que for possível realizar 
     sem fadiga e atropelamentos. Seja objetivo, afinal o mundo  
     não foi feito em um dia;
     
     Estabeleça, para si, momentos de lazer, como caminhadas, 
     jogos, assistir filmes que lhe agradem, conversa entre ami-
     gos, bate papo informal;
     
     Sorria com mais freqüência;
     
     Abrace, beije e cumprimente a todos sem distinção, pois
     assim você estará expandindo e permutando energia de 
     teor vibratório  salutar. Não se esqueça é dando que se recebe;
     
     Ao emitir uma opinião procure abrir mão das certezas;
     
     Sempre que for comunicar-se com alguém, faça-o
     diretamente evitando  intermediários,  dentro do possível;
     
     Ouça mais e fale o necessário;
    
     Pense exclusivamente no dia de hoje, sem pretender 
     resolver tudo, de uma só vez;
     
     Evite a pressa e a indecisão;
     
     Não tema mal algum. Aproveite tudo que é belo e acredite 
     na bondade e na Justiça Divina. 
     Lembre-se que a serenidade não é um estado passageiro
     de quietação exterior, contudo, uma ação destituída da 
     pressa, da ansiedade e da insegurança;
     
     A serenidade pode ser conceituada com sendo a harmonia 
     entre os direitos e deveres de cada um;
     Procure agir com lucidez mental;
     
     Estude e ame-se em primeiro lugar, desta forma não 
     recuará diante das suas possibilidades;
     
     Siga sereno e confiante, buscando o “caminho do meio”
     integrando-se à Obra do Criador e estagiando, acima de
     tudo, no Amor.






Olvanir Marques de Oliveira
     *foto via internet: Lago rosa ( Senegal)


quinta-feira, 24 de maio de 2012

IMPERMANÊNCIA


Tudo na vida passa.. Nada permanece”. 


A transitoriedade do viver vem constituindo para todos nós, uma grande angústia existencial. Nem sempre enxergamos o mundo como uma estação propícia e acolhedora, nesta viagem do auto-encontro. Ancorados no porto das apreensões corriqueiras, desviamos da meta e nos deixamos levar pela maré dos acontecimentos.
O apego à família, aos bens materiais, ao status social e tantas outras quinquilharias que pensamos levar na bagagem de retorno, nos cumula com  destroços da nossa insensatez sob a forma aparente de “previdência”.
      Os cuidados do mundo, demonstra, ao nosso ver , uma cautelosa atitude- o que nos facilitará futuras dificuldades quando o inverno chegar. È a velha história da cigarra e da formiga.
Assim é o raciocínio do homem atrelado ao “Ego”. Não bastam as lições diárias que nos advertem do perigo e que se constituem  verdadeiros sinais de alarme, como: a insônia, a irritação constante, as insatisfações de toda ordem, gerindo  o gosto amargo das nossas atribulações e emoções inúteis.
Alguns ponderam: eu não mereço! É demais para a minha “cachola”. Outros intentam, desprovidos de caráter, o jogo fácil da esperteza que lhes proporcione mais e mais vantagens. Há, ainda, os que insistem em preconizar a lei do mais forte, afinal  dizem, o mundo é dos que sabem curtir e gozar. Assim vou aproveitar enquanto eu posso.
Quase certos de tamanha incoerência, mal nos apercebemos que o tempo urge e continuamos sem tempo suficiente para aproveitar o tempo que nos resta. O lucro real  sòmente nos aprimora o desejo de superar os acontecimentos e deixar para depois o que poderíamos, agora, realizar. É então que o momento da sobrecarga das energias gastas nos convoca a compromissos inadiáveis.
Enquanto aqui permanecemos, somente enxergamos com as lentes escuras do egoísmo. Talvez um dia, quem sabe, nos encontremos preparados para tais cometimentos. E a voz da consciência atenderá os apelos do Eu Superior: “Não recalcitres, avança o mar das tuas idealizações, lança as redes e navega. Amanhã, por certo, não terás a mesma oportunidade.
 Reconsideremos e retomemos o caminho de volta. Viver é preciso. Administrar o instante presente com a sabedoria perene dos que sabem “passar pelo mundo”, sem ao mundo  pertencer.(Jesus)
Confúcio, referendando o mestre de Nazaré, denomina a sintomatologia dos que choram a perda do que não possuem, como o “sofrimento  da  impermanência”.
È apenas uma questão de inteligência emocional. Se procurarmos  entender  a natureza das nossas relações, o objetivo dessa passagem e o mergulho no invólucro carnal assim como a necessária submissão às leis biológicas, nos libertaremos do sofrimento, pois o real é impermanente e sòmente permanece o irreal, invisível aos nossos olhos. Este é essencial.




Olvanir Marques de Oliveira

Creditos:
Sitio: Youtube
Musica:Música Celta- Enya
Interprete:Violines y Arpa
Autor:
Postado por:Gelyportma em20/10/2011

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ENSAIO PARA GENTE GRANDE



ENSAIO PARA GENTE GRANDE


Domingo de Páscoa.
Festa, comemoração, alegria.
O sentimento cristão avança os limites do tempo / espaço,
correndo célere na imaginação daqueles que já 
encontraram o seu “Cristo Interno”. Para estes, a noção 
de eternidade vige fortemente, acendendo a
chama da esperança na vida que, continua ao sabor das 
intempéries e sacrifícios, intentando vencer-se 
a si mesmos.

A infância passou. Agora, a maturidade nos convoca a 
refletir um tempo de paz que nos faculte uma
moral consciente, desprovida de injunções a formas 
exteriores e que nos concite a crescer em totalidade.

Esta consciência devidamente amadurecida torna-se, 
por sua vez, capaz de escrever a sua própria história 
e nos aponta uma nova dimensão espiritual, 
mediadora de um novo saber, alinhado ao saber fazer em 
atitudes de amor e serenidade.

É tempo de “ressurgir”. Emergir-se da sombra densa dos 
“sepulcros caiados” para elevar-se à 
altura  das nossas necessidades reais.


Esta data nos convoca a viver a “Vida Verdadeira” e 
vivê-la em abundância.
Neste domingo eu quero sair às ruas e falar bem alto 
a minha alegria e, como criança, simples, ignorante, 
porém aberta ao saber e ao sabor das lições do mundo, 
subir o Calvário sem medos e tomar em meus 
ombros o peso do madeiro que poderei carregar.
 A senda pede-me prudência  para que  a caminhada se 
faça a passos largos, pois o dever me espera e o amor 
 me convoca  a novas claridades espirituais.
Sigo. Vigilante e operante neste belo dia ensolarado 
para anunciar, timidamente, o meu verbo: Ele 
“ O crucificado “ nos convida ao grande banquete da 
liberdade e da paz. 
É festa na Terra e Glória nos Céus. 
Ele é o vencedor da morte.

Seguindo fielmente esta metodologia de ação, confiantes 
na amizade do Cristo, é provável que 
aprendamos mais e melhor na senda intransferível do 
autoconhecimento.
A verdade que liberta está condicionada,” a priori”,na 
relação profunda com nosso Eu interior, 
o nosso Cristo interno.

Se por um lado não necessitamos de mestres, é igualmente 
verdadeiro que não aprendemos sozinhos. 
O suficiente e de bom tom é aprendermos uns com os outros
 respeitando as necessárias diferenças 
e experiências pessoais.

Para  arrematar esta nossa conversa de gente grande, 
oportuno lembrar, neste domingo de Páscoa, 
a sabedoria popular que nos faz renascer ante o 
simples e inusitado saber.
Conta-nos, que certa feita, um magistrado religioso, 
possuidor de grandes dotes intelectuais, tentava 
explicar para um grupo de camponeses o significado 
da palavra “Igreja”. Em determinado ponto da 
conversa, notando a dificuldade em que o mesmo se
 defrontara perante o grupo, alguém dentre eles 
interpelou:
_ Dá licença, Senhor?
_ Eu posso bater um dedo de prosa com os meus companheiros?’
A outra parte aquiesceu educadamente e a conversa tomou pé.
“_É assim, minha gente. Igreja é Jesus Cristo comigo, 
Jesus Cristo contigo, 
Jesus Cristo com nós e nós com nós.”
Desvendou-se o mistério.
Aleluia!

Comemoremos juntos:
    “O CAMINHO , A VERDADE E A VIDA” (Jo.14.6)
Estejamos atentos, pois o caminho só se faz ao
 caminhar e a verdade jamais pode ser ensinada.
 Ele não nos ensinou a verdade. 
Agiu respaldado na qualidade dos Seus relacionamentos 
e afirmou: EU SOU A VERDADE”. (JESUS)





                 Olvanir Marques de Oliveira



Creditos:
Sitio: Youtube
Musica:Estão Voltando as Flores
Interprete:ALTEMAR DUTRA
Autor:
Postado por:angelicapesenti em 24/05/2009




quinta-feira, 8 de março de 2012

SEU NOME É MULHER


SEU NOME É MULHER


Desde os imemoráveis tempos a mulher vem sofrendo o estigma da solidão, emoldurada numa perspectiva de coragem e a desconfortável submissão à vontade masculina. Mas com Jesus foi diferente : foi ter com elas sob o conúbio de forças intrigantes que O ameaçavam como desarticulador da ordem social.
Embora não fizessem parte do seu pequeno reduto de seguidores Apóstolos, as mulheres já tomavam a dianteira dos serviços enobrecedores, testemunhando até o Calvário, entre lágrimas e sonhos de esperança e fé, o futuro das novas gerações que seguir-lhe-iam os passos na construção de uma civilização mais ética e igualitária.
Ele foi o precursor do feminismo , no mundo, quebrando , inclusive, várias regras estabelecidas pela comunidade Judaica, delegando às mulheres, papéis de suma importância dentro do seu grupo de seguidores.
Dentre elas podemos citar a figura ímpar de Maria Madalena,a de Magdala*, cidade de origem,escolhida a mensageira da Ressurreição.
Segue-se ao grupo Joana de Cuza, mulher de Cuza, procurador de Herodes. A notável inteligência e apaixonada sensibilidade de Maria de Betânia, a qual destacou-se pela amizade segura que o Mestre de Nazaré mantinha pela família, onde era bem recebido costumeiramente. Segundo
O cristo, “ Maria escolheu a melhor parte que lhe cabe.”.
Um estudo social de caso vem nos chamar a atenção: A Mulher de Samaria, ou a aguadeira encontrada no Poço de Jacó, que por sua vez, bebeu da água viva e abasteceu-lhe o ser de novas claridades espirituais. Tornou-se mais uma das suas grandes seguidoras, passando a evangelizar em Siquém*. Tamanha foi a sua ação renovadora que foi cognominada de “ A Iluminadora”. (vide Amélia Rogrigues em “ Luz do Mundo”.
Como esquecer um nome de mulher e mãe- A Boa mãe- Maria de Nazaré. Para esta, o nosso preito de gratidão e elevada amorosidade
por tê-la, no mundo , como o nosso grande referencial feminino.
“Eis aqui, a escrava do Senhor. Faça-se em mim , segundo a sua palavra”, denotando uma insuspeitável submissão à vontade de Deus.
Desde então pudemos vislumbrar, numa seqüência de fatos históricos, o avanço da força e atuação feminina, amparada pela visão democrática, ação itinerante e conseqüente inclusão social.
Sòmente nos fins do séc. XIX, as organizações femininas tornaram-se fortes e poderosas. O desenvolvimento dos sistemas públicos educacionais ainda precários, deu às mulheres, em vários países do mundo, oportunidades de qualificação profissional e muitas novas ocupações, adentrando-se, inclusive, nas Universidades.
O movimento de emancipação da mulher se fez notar mais precisamente, no séc. XX na Inglaterra. Na França fizeram-se notar pela maioria de Juízas; cinco entre oito estudantes de Farmácia eram mulheres. Na área de Letras constituíam a maioria. Notabilizou-se este avanço na Rússia onde 70% do ensino universitário era constituído por mulheres e nos setores de Saúde Pública compunha em 86% seu corpo médico. E assim seguia nas Artes, Justiça Popular, Literatura, música e ballet, tornando-se maioria.
Sabe-se que nos EE.UU. da América as mulheres tem acesso a todas as profissões, o que já vem caracterizando uma época de novas contribuições em favor da igualdade de direitos entre machos e fêmeas.
Possuidoras de um senso crítico aguçado seguido de uma forte intuição, elas não só amam como também estão abertas ao hábito do aprendizado tornando-se fiéis freqüentadoras das bibliotecas e lendo mais que os homens.
Nos países subdesenvolvidos, a posição da mulher ainda se encontra atrelada à configuração da família- como privilégio de classes. No Brasil, por exemplo, observamos que fatores sócio-econômicos como saúde, educação e trabalho, estão desintegrando as famílias e, desta forma , sobrecarregando as funções femininas que se desvelam entre o lar, o emprego fora de casa e os cuidados com a prole e bem mais perto do estudo e educação dos filhos.
A partir das décadas de 76 - 86, iniciou-se o movimento da mulher trabalhadora e até então as pesquisas nos tem demonstrado a sua força, inclusive na sustentação dos lares e através de participação ativa em tarefas antes exclusivas do universo laboral masculino.
Este engajamento social pressupõe o augúrio de uma ação libertária, onde a rejeição às raízes burguesas que a colocaram como objeto de prazer e dominação, ensaiam um novo modelo social.
No entanto, cabe-nos a tarefa de continuar investigando e contestando mais abertamente, as raízes dessa dominação que continua infiltrada na nossa precária cultura popular. A ignorância e a falta de acesso à educação permanece no nosso meio social como doloroso cancro que vem enfraquecendo o norte das nossas melhores intenções. È quando assistimos, insensíveis à causa humana, meninas, ainda crianças, prostituídas , malbaratando o seu sonho de amor e crescimento intelecto moral.Se, por um lado, a experiência biológica da maternidade traça para a mulher um mundo de cuidados em que voltando-se para o outro, emerge o amor desinteressado, diversas e adversas são as situações de total desencanto consigo mesmas.
Certa feita, conversávamos com uma jovem mulher que abria o seu coração para confessar-me a sua desdita. Alcoólatra, em crise depressiva, declarava ter praticado 08 abortos o que a fazia sentir-se fortemente culpada. No decorrer da nossa conversa eu lhe chamei a atenção para o fato d’ela ser livre para escolher, orientando-a no sentido de escolher o melhor para a sua vida. Entre assustada e curiosa ela quis saber mais e perguntou-me: - o que é isso que a sra. chama de livre-arbítrio? Passei então a lhe explicar pacientemente. Ao final ela me revelou: “_ se eu soubesse que era livre para agir eu não teria matado meus filhos. Eu pensava que tinha que fazer o que eu fiz.”
Mediante tamanha desnudez de caráter, senti-me comovida e sensibilizada, solidarizei-me àquela pobre criatura que desconhecia o direito de ser simplesmente livre para ser feliz e construir o seu próprio caminho.
Assim, acreditamos ser o conhecimento, ainda, a porta libertadora para o avanço sócio-cultural e espiritual e somente uma educação de base trará melhores condições e a necessária qualidade de vida tão fortemente desejada e como tal, motivadora de valores imperecíveis. É a partir do encontro e da parceria evolutiva que homens e mulheres poderão dar o salto qualitativo da cooperação.
Este ser, que temporariamente encontra-se submetido ao desempenho de um papel feminino é igual em direitos e deveres.
Seu nome é Mulher.

Olvanir Marques de Oliveira


• Magdala:”aquela que vem de Magdala”. Cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galiléia.

• Siquém : ( Shechem) cidade da Cisjordânia, situada ao norte de Jerusalém, entre o Monte Ebal e o MonteGerizim.


Creditos:
Sitio: Youtube
Musica:Maria Maria
Interprete:Milton Nascimento
Autor:Milton Nascimento
Postado por:TooMuchSumo em 29/03/2010


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Poema do Menino Jesus*

Poema do Menino Jesus                                          


                     Fernando Pessoa*

Num meio dia de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer a terra
                                                                                   
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar  fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.       
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
                                                                                   


Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,       
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou o Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro  raio que apanhou.




Hoje vive na minha aldeia comigo.                          
É uma criança bonita de riso natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Atira pedras aos burros,
Colhe a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Com as bilhas às cabeças
E a levanta-lhe as saias. 
                     
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as cores que há nas flores
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo,
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos os dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos às cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um Deus e um poeta
E como se cada pedra  fosse toda o  universo
E fosse, por isso,  um grande perigo para ela
Deixá-la cair ao chão.
.
Depois eu conto-lhe histórias
Das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis
E tem pena
De ouvir falar das guerras
E dos comércios.
E ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E  deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno,até ele estar nu.
       
Ele dorme dentro da minha alma                              
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,                      
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas  sozinho
Sorrindo para o meu sonho.

Quando eu morrer, Filhinho,
Seja eu criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde.
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar!
                   
   
____________________
*Fernando Pessoa (1888-1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura Universal


Creditos:
Sitio: Youtube
Musica:declama Fernando Pessoa e cantando O doce mistério da vida
Interprete:Maria Bethânia
Autor:Fernando Pessoa (poema)
Postado por:kuemp em 19/11/2009




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A INVISÍVEL VISITANTE



        



 A INVISÍVEL VISITANTE

Esta é uma das poucas e inacreditáveis histórias do cotidiano moderno, onde as conquistas tecnológicas não conseguiram destroçar os ícones da paz que tanto vem cicatrizando os corações assoberbados e expectantes de esperança  e  fé . São essas mentes desprovidas de erudição, virgens ainda, perante o intelectualismo atuante que desafiam o futuro da Humanidade e consequentemente, a ciência materialista ainda vigente.

Assim aconteceu.
Ela era criança por volta de 02 a 03 anos de idade cronológica. Distraindo a vigilância dos adultos que a cercavam, afastou-se repentinamente, como todo infante, curiosa e investigadora. Sabe-se ao certo, que a mesma, inesperadamente, desapareceu, caindo no fundo de um poço de água que servia para a manutenção dos moradores daquela pequena redondeza, situada na região de Lençóis no arraial de Lajedinho, cidade natal da pequena heroína.
Atendia pelo nome de Laudelina Marques Caraciola
O fato chamou a atenção e providências foram tomadas para o devido resgate da criança. Nesse ínterim, ao retornarem, os pretensos salvadores constataram, estupefactos, a presença da mesma, do lado de fora, à beira do poço.
Perguntaram-lhe quem lhe havia retirado daquele local profundo, pois por ali não havia viva alma que se responsabilizasse por aquela ação de bravura. E, ela simplesmente respondeu:
__ Foi minha” madrinha.” Ela saiu por ali e foi embora. Todos buscaram com olhares ávidos de espanto a direção que lhes fora apontada pela confiante personagem.
Até os dias atuais, ninguém ficou para testemunhar o inusitado “milagre”, bem como, jamais fora visto por olhos alheios, senão da própria criancinha, a “Ilustre Visitante”.
A partir de então, corria o boato de que a filha do Sr. João
José Caraciola havia sido salva por Nossa Senhora, consagrada como Sua Madrinha.
Assim era minha mãe, dona de uma força espiritual sem alardes e primorosa personalidade. Eticamente delicada atendia a todos com amor e denodada paciência. Possuidora de uma forte intuição, nos educara com simplicidade e a devida obediência e respeito à vontade de Deus. Concomitante nos estimulava a relações saudáveis no amor ao próximo. Seu exemplo de vida falava mais alto que as palavras proferidas com sabedoria e enfática discreção.
Quanto à “Invisível Visitante”, continuamos sendo visitados por esta ilustre Senhora, de quem recebemos a graça e a satisfação de nos congratularmos ao Seu Divino Amor, amparados pela aura de bondade a derramar-se sobre toda a Humanidade, nossa Madrinha e Mãe Maria Santíssima.
Esta não é tão sòmente uma história comum.
Fica aqui registrado: alguém por ali passou. Dona de poderes extra-sensoriais, Laudelina deixou marcado em solo sertanejo um dos extraordinários “efeitos físicos” denominado na metapsíquica como “metapsíquica objetiva.”
Mamãe foi e continua sendo uma grande médium, sensitiva curadora, agora com muito mais possibilidades por encontrar-se livre dos invólucros carnais, estagiando em outras moradas pois como nos afirma o Mestre de Nazaré: “Há muitas moradas na casa do Meu Pai”.




P.S. Mãe querida, mande-nos notícias suas. Se permitido for, venha contar-me outras tantas lindas histórias de vida eterna.
Um beijo doce,
Sua filha, Vane.
SSA.02/04/06





Olvanir Marques de Oliveira


Creditos:
Sitio: Youtube
Musica:La Mama
Interprete:Charles Aznavour
Autor:
Postado por:MrAriche em 26/12/2009